quinta-feira, 31 de março de 2011

Cancro exposto

Jair Bolsonaro é um cancro. Um tumor no seio de nossa sociedade. Como político ele deveria ser extirpado. Como cidadão deveria ser condenado por preconceito (já que ignorância e estupidez não são crimes).



Por que ainda se continua a tratar as mulheres de maneira desrespeitosa? Por que ainda existe o preconceito racial num Brasil em que a maioria da população tem raízes negras? Por que a violência gratuita contra homossexuais corre frouxa na maior cidade sul americana?

Porque o brasileiro apóia o preconceito.

Essa mazela social tem em Bolsonaro sua voz mas, na verdade, é silenciosa e muito mais forte do que se pode imaginar.

Explico: nas eleições recebi uma série de e.mails de gente metendo o pau no Lula, na Dilma e no Serra.

Antes e depois das eleições circularam e.mails indignados com isso ou aquilo que nossos políticos fazem ou deixam de fazer. Claro que o foco maior é o PT...São e.mails criados por pessoas que se dizem "cidadãos conscientes" e circulam pela net graças a internautas que se dizem preocupados com a nossa nação.

Agora, pergunto: onde estão os conscientes e os preocupados que fizeram circular tantos e.mails? Por que agora, diante desse espetáculo de indignidade e ofensa, patrocinado por essa excrescência política que é o Sr. Jair Bolsonora, permanecem calados? Não estão eles ofendidos diante da manifestação inequívoca de preconceito racial e de gênero? Não se sentem envergonhados pela falta de urbanidade, pela descompostura, pela falta de respeito para com o ser humano (lembrando que gostemos ou não, apoiemos ou não a homossexualidade e as diferenças de cor de pele, todos somos seres humanos)? Homofobia e racismo não são tão graves quanto corrupção?

A resposta a essa indagação é aparentemente simples e singela: estão calados porque no íntimo apoiam essa conduta. No íntimo o Bolsonaro fala aquilo que seus eleitores e outros tantos não se sente à vontade de falar, seja por medo de punição jurídica, seja por apego ao "politicamente correto". 

Podemos manifestar nossa vontade sendo diligentes ou negligentes, ativos ou omissos, ou seja, podemos dar apoio a algo por meio de ação ou pela ausência dela.

Aquele cidadão indignado de outrora, que disparava e.mails enfurecidos contra esse ou aquele político curiosamente não faz e.mail algum diante desse despudor e reforça a atitude do agressor sendo, pois, com ele complacente e cúmplice. Idem para outros cidadãos conscientes que repassam e.mails pseudo-politizados mas que, diante desse tema, preferem ficar longe da "controvérsia".

Quando o Bolsonaro afirma que “[Homossexualidade] para mim é grave. Eu não admito fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual, deixar que o homossexual entre na escola” sua atitude, sobremaneira como político que é, consubstancia-se em que mesmo???? Intolerância de gênero, preconceito, homofobia, instigação ao desrespeito aos direitos individuais, instigação ao desrespeito à constituição e às leis ordinárias. Está ele pregando um apartheid de gênero.

É uma contradição que as pessoas contrárias à promoção da tolerância e da inclusão social dos homossexuais acreditem que aos mesmos não se deve franquear direitos individuais (como os de livre expressão, acesso a estudo, liberdade de pensamento, acesso à constituição de família pelo casamento e adoção) mas sequer cogitam de isentar-lhes de pagamento de tributos ou cumprimentos de deveres cívicos.

Não se vê um lider católico, evangélico, hebreu ou muçulmano levantando-se contra essa ofensa que é, antes de mais nada, contrária aos ensinamentos biblicos (sim, todas essas religiões têm em comum ao menos o primeiro testamento). Estes mesmos líderes, no entanto, se levantam prontamente contra proibições de uso de burca, de manifestações religiosas, de uso de símbolos religiosos, de ensinamentos religiosos em escolas públicas e tudo quanto lhes pareceu uma ofensa o direito de liberdade religiosa! Bem hipócrita, na minha opinião...

Nenhuma sociedade é livre, nenhuma sociedade é civilizada quando não se promove o bem estar geral da população, respeitando as diferenças entre as pessoas e suas potencialidades.

Vergonhoso...

Mortessência

Morrer é apagar
É evanescer o próprio ser
Não é preciso funeral 
Não é preciso falecer
Há morto que está vivo
Nas memórias ou num livro
Há vivo que ninguém vê
Ninguém sabe, ninguém crê
Não opina, não têm voz
Não é vítima ou algoz
É sombra, não é luz
Vai com os outros
Não conduz
Ninguém respeita
Nem há mesmo quem se importe
Para mim não resta dúvida
Isso é pior do que a morte.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Diarréia

Tem gente que nos brinda com o desprazer de sua diarréia verbal: sobre a bobagem que o "pra lamentar" Jair Bolsonaro disse no CQC, saiu-se ele com explicações fétidas e extravagantes (como costumam fazer nossos políticos quando percebem sua verborragia cheirou a merda junto aos eleitores):

"A respeito de minha resposta à cantora Preta Gil, veiculada no Programa CQC, da TV Bandeirantes, na noite do dia 28/03/2011, são oportunos alguns esclarecimentos. A resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta - percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay. Daí a resposta: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu.” Todos aqueles que assistam, integralmente, a minha participação no programa, poderão constatar que, em nenhum momento, manifestei qualquer expressão de racismo. Ao responder por que sou contra cotas raciais, afirmei ser contrário a qualquer cota e justifiquei explicando que não viajaria em um avião pilotado por cotista nem gostaria de ser operado por médico cotista, sem me referir a cor. O próprio apresentador, Marcelo Tas, ao comentar a entrevista, manifestou-se no sentido de que eu não deveria ter entendido a pergunta, o que realmente aconteceu. Reitero que não sou apologista do homossexualismo, por entender que tal prática não seja motivo de orgulho. Entretanto, não sou homofóbico e respeito as posições de cada um; com relação ao racismo, meus inúmeros amigos e funcionários afrodescendentes podem responder por mim."

Essa tacanha e claudicante explicação não resolve o problema. Na verdade até piora.

Como a pergunta da Preta Gil foi clara, afirmar não ter entendido o seu conteúdo pode significar certa dificuldade intelectual que não é de se esperar de alguém que ocupa um cargo tão relevante na República. Deveria ser cassado só pelo deficit cognitivo que ele reconheceu.

Por outro lado, partindo-se da premissa de que ele entendeu a pergunta não como foi formulada mas segundo sua equivocada percepção (alguém se recorda do personagem homofóbico militar de BELEZA AMERICANA? Pois é, lembrei dele agora...) em alusão ao relacionamento de seu filho com outro homem, é certo que a resposta dada - agressiva demais para quem se diz não racista e nem homofóbico - ainda assim foi gratuitamente ofensiva e indiscutivelmente preconceituosa.

Afinal, afirma ele que a Preta Gil vive num ambiente promíscuo e essa afimração restou incontroversa! Oras, quem é ele, que nem conhece o ambiente e as pessoas com a qual convive a Preta para fazer tal ofensiva ilação?

Repulsiva mas a Preta tem advogado e saberá, por certo, como se defender.

Não obstante, a questão é maior: suas palavras ofendem aos eleitores e à população em geral que, como eu, não aceitam esse tipo de comportamento vindo de pessoa alguma, menos ainda de um político cujo dever é o de defender a ordem e o direito, respeitar a Constituição Federal e agir com lhaneza no tato com oc ontribuintes.

Com efeito, se referindo a negros ou a gays, não importa a quem, a resposta do embuste, opa, ilustre deputado não deixa dúvidas de que ele é, no mínimo, preconceituoso quanto ao gênero (para não dizer homofóbico) sim: afinal, ele considera (caso a resposta não fosse, mesmo direcionada aos negros) que todos os homossexuais são promíscuos o que é absultamente ridículo, sobretudo se constatarmos que a promiscuidade não é atinete ao gênero mas às pessoas (homossexuais ou heterossexuais podem ser promíscuos, mas nem todos os são)!

Logo, ele cagou e pisou em cima.

Seja lá qual fosse a idéia dele no momento da resposta, o que é lamentável é que restou claro que ele é uma daquelas pessoas que dá vergonha de dizer que pertencem ao nosso parlamento. Uma pena que ele não estava no Japão, à beira mar, quando por lá passou o tsunami.

terça-feira, 29 de março de 2011

Existe vida depois do casamento?

Não é de hoje que homens reclamam que após casarem sentem-se sexualmente tolhidos: seja porque o desejo sexual cai por terra, seja porque subitamente suas mulheres encontram coisas mais importantes para fazer, seja porque a rotina corrói a relação.

O fato é que até estudiosos da pscologia, filosofia e medicina se debruçam sobre o tema para entender esse fenômeno, cada qual dando as mais diversas respostas.

Para os meros mortais sobra um consolo: parece que todos os homens passam por isso.

É o que nos mostra o comediante Russell Brand, que declarou que tem achado complicado se manter monogâmico e que fazia muito mais sexo antes de se casar com Kate Perry (essa cantora lindona aí ao lado).

"Eu nem acredito que costumava fazer sexo 20 vezes por semana. Mas agora eu sou um ótimo jardineiro", brincou o ator em entrevista ao jornal "The Sun".

Ele diz que tenta não pensar em não fazer sexo com nenhuma outra mulher pelo resto da vida. "Eu dou um passo de cada vez, como se faz com drogas e álcool."

Ele confessa que casamento não é fácil, mas nega os rumores de que o casal tenha procurado terapia para lidar com problemas conjugais. "É difícil se acostumar com apenas uma pessoa e estar na mesma casa todos os dias. Se ela deixa coisas jogadas pela casa, eu tenho que lidar com isso. E se eu deixo coisas no chão, eu tenho que pegar. Isso me deixa confuso."

E, contrariando a falsa idéia de que homens não se ajoelham por suas esposas o cara reconhece que nunca tinha se apaixonado antes de conhecer a mocinha que tem 26 anos.


É, amigos, a coisa é feia mesmo: quando o cara pensa que vai fazer muito sexo quando conquista uma gata como essa, lá vem a surpresa...

Às vezes eu penso que o desejo maior das mulheres é o mesmo que têm o s caçadores em relação às presas: dominar e matar a fera que caçaram e depois exibí-la como troféu.

Por outro lado, dá para entender o quanto superfeciais são essas mulheres que posam de liberadinhas?

Furacão de sexo como a música que ela canta suge, só mesmo na música:

 

Vossa Excrescência


Jair Bolsonaro é deputado federal, eleito pelo Rio de Janeiro, atualmente em sua sexta legislatura.

Ele assume clara e indubitavelmente o papel de defensor de modelos arcaicos de vida, de sociedade e de família, modelos não somente ultrapassados no Brasil mas, ainda, sem lugar num país civilizado do século 21.

E faz declarações públicas que não deixam dúvidas de seu caráter e de sua postura.

Logo, se é sempre eleito com considerável número de votos isso demonstra que ele representa uma considerável parcela da população que, infelizmente, pensa como ele.

Vamos aos fatos mais recentes: ano passado o "pra lamentar" em questão  declarou-se favorável a que pais surrem filhos que mostrem tendências homossexuais.




E veja como ele é, de fato, como ele não esconde sua homofobia e sua ignorância:



E, agora, ao ser interpelado pela Preta Gil sobre como ele reagiria se algum de seus filhos se apaixonasse por uma negra ele tascou a seguinte resposta: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu."


Noutras palavras, se o nazismo existisse no Brasil alguém teria dúvida de que ele seria nazista?

Achar certo espacancar gays e botar a pecha de promíscuo por ser a pessoa negra são manifestações indignas de um ser humano mentalmente equilibrado. Chamá-lo de "Vossa Excelência" é uma ofensa aos que, de fato, merecem esse tratamento por serem excelentes.

Deviamos chamá-lo de "Vossa Excrescência" e pregar que gente como ele deveria receber corretivos à altura do que ele prega: surra no canalha!

segunda-feira, 28 de março de 2011

A criança, o céu e o inferno

Neste fim de semana lá estava eu com minhas sobrinhas indo passear.

A mais velha conta com 07 (sete) anos e, assim como eu quando era criança, está sempre atenta a toda sorte de assuntos existenciais.

Ela queria ela saber onde estava deus e o que era o inferno.

Toda pessoa sabe, ainda que instintivamente, que não existe alguém totalmente bom, assim como não existe pessoa totalmente ruim. Todos os seres humanos são falíveis e, como tal, num momento ou noutro de nossas vidas agimos de um modo censurável aos olhos dos outros ou de nós mesmos.

A pobre criança, já sabia disso e, claro, por não saber quais eram os critérios de "seleção" para sua aprovação no céu, estava aterrorizada com a idéia de eventualmente ir para o inferno.

Expliquei que sempre há aqueles que acreditam numa figura de deus tal como a figura do ser humano (afinal, para judeus, cristãos e muçulmanos, nós fomos criados à sua imagem e perfeição) acreditam que ele fica no céu recebendo as pessoas "boas" ou os "arrependidos de coração", enquanto que para o inferno iriam os maus e aqueles que não acreditavam em deus, ainda que tivessem sido bons a vida inteira.

Deixando claro que eu não acredito em deus no padrão judaico-cristão e que não acredito em céu ou inferno, expliquei, que há quem acredite em deus sem acreditar nessa dualidade entre céu e inferno e há quem, simplesmente, não acredite que deus exista.

Foi então que ela insistiu em saber como é o inferno: novamente eu disse que para os que acreditam, é um lugar de sofrimento eterno.

E, com aquelas preocupações dignas de criança, ela me pergunta: "Então, tio, lá não tem nem água para beber????" rsrsrsrs

Tá me parecendo que será ambientalista quando crescer....kkkkkk

I´m scared

Algumas músicas podem nos fazer chorar...eu talvez esteja sensível...rsrsrs



Assustada


As páginas em branco
Do meu diário que eu não toquei
Desde que você me deixou
As cortinas fechadas
Na minha casa sem ver a luz do dia
Amontoados de pó no meu aparelho de som
Porque eu mal consigo ouvir o rádio
O piano permanece num canto escuro
Com uma foto do seu rosto


Estou assustada por encarar um outro dia
Porque o medo em mim simplesmente não vai embora
Num instante você se foi
E estou assustada


O café que mancha seu livro favorito me lembra você
Então eu não posso nem olhar
As revistas que você deixou no chão
Você não precisará delas nunca mais
Uma toalha deixada balançando na parede
Sem sinais de passos molhados no corredor
Não há cheiro da sua doce colônia
Eu estou jazendo aqui sozinha


Estou assustada por encarar um outro dia

Porque o medo em mim simplesmente não vai embora
Num instante você se foi
E estou assustada


Estou assustada por encarar um outro dia

Porque o medo em mim simplesmente não vai embora
Num instante você se foi
E estou assustada

sexta-feira, 25 de março de 2011

Coração aprisionado

Ela respirou fundo e admitiu para si:
"A ele eu pertenço e a ele darei meu corpo e meu coração!"
Era esse o seu desígnio e seria essa sua prisão.
"Viver assim, submissa é degradante..." pensou ela um dia.
Mas o romance nem sempre é terno e a ternura nem sempre suave.
Lhe doía mais a tristeza do isolamento em que vivia,
Lhe doía mais não poder admitir a si mesma que a brutalidade lhe satisfazia,
Lhe doía mais viver na mediocridade como suas amigas
Do que colocar seu novo piercing no mamilo
Ou do que usar com ele os pesados niple clips que ganhara no natal.
Agora, despida dos pudores de outrora, ela se dispunha a dar e a sentir prazer, como antes só ousava imaginar.
Desse jeito, ajoelhada e algemada, sentia-se curiosamente livre. Livre para ser e sentir como genuinamente era e sentia.
Lembrou de fragmentos de O MAIS É NADA de Fernando Pessoa e, ajoelhada sobre a cama tal como estava, apenas jogou seu corpo para frente, prostrando-se diante da cabeceira de modo a deixar suas ancas em destaque. Assim, com as nádegas e as partes pudicas entreabertas, fechou os olhos ansiando por ser invadida por seu amor.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Procon e afins

As classes "C", "D" e "E" brasileiras têm baixa escolaridade, baixo acesso a jornais e baixa renda.

Era de se esperar as pessoas dessas classes não conhecessesm seus direitos, não é mesmo?

Em se tratando de Direito do Consumidor a resposta é NÃO, ELAS CONHECEM MUITO BEM.


Segundo a matéria, o Centro de Justiça e Sociedade, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV) promoveu uma pesquisa com consumidores brasileiros e chegou à conclusão de que 82% dos entrevistados conhecem razoavelmente seus direitos como consumidores (82%), mas a maioria (62%) nunca ou quase nunca reclama. 

A pesquisa envolveu 1.400 pessoas, acima de 18 anos, em áreas urbanas de todas as regiões do país.
A avaliação de que não compensa reclamar é um dos principais motivos que levam o consumidor a deixar de lado sua insatisfação. Essa é uma percepção que não depende de classe social, renda ou escolaridade, segundo apurou a pesquisa. Todos os grupos apresentaram percentuais semelhantes de desânimo na busca de seus direitos.

A matéria traz a seguinte e real observação de alguém que milita com direito do consumidor, Procon e etc: "Temos como se fosse um semáforo na cabeça: o que pode satisfazer-me imediatamente eu abraço, vou em frente. O que me frusta, depende de esforço, acende a luz vermelha. O contexto em que se dá o atendimento, com esperas ao telefone ou longas filas, quando presencial, é para desencorajar o consumidor. Ele é vencido pelo cansaço" segundo avalia Vera Rita de Mello, psicanalista e especialista em psicologia econômica.

A matéria traz, ainda, a entrevista com Carla Barros, professora de Antropologia do Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), para quem, independentemente da classe social à qual pertença, o brasileiro sempre se vê em um patamar abaixo do da empresa. Além disso, afirma, é da cultura brasileira evitar o conflito, na opinião dela.

A percepção da antropóloga coincide com os dados da pesquisa, em que 8% dos consumidores declararam não reclamar por vergonha sendo que, porém, quanto maior a escolaridade, menor a vergonha de exercer o direito de reclamar.

E essa visão de estar abaixo das empresas está reelacionada ao poder que estas detém, agravado pela baixa confiança nos órgãos estatais e no Procon (que nem mesmo tem poder para algo mais além da simples conciliação que, inclusive, nem sempre ocorre e quando ocorre é aquém dos resultados favoráveis que um consumidor poderia ter) é grande, como se vê do site: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/procon-registra-numero-de-reclamacoes-abaixo-do-esperado-em-niteroi.

Para a população em geral, os tribunais também não atendem aos seus interesses, seja porque são sentidos como lentos demais ou são percebidos como ineficientes, sensação essa que até dispensa pesquisas. 

Isso é, na verdade, o resultado de um Estado inoperante e burocrático no qual o cidadão para exercer um simples direito tem que gastar muito dinheiro e muito de seu tempo, estimulando o desrespeito às leis pelos fornecedores e desestimulando a luta pela cidadania à vista da autestima baixa que a demora e a falta de Justiça geram no cidadão.

São Paulo - Restaurant Week

Alguém se deu conta de que começou o São Paulo Restaurant  Week nesta última segunda-feira?

Se alguém que visita o blog quiser deixar dicas do que gostou e do que provou e não curtiu...fique à vontade!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Crepúsculo dos Deuses

Quando eu era criança, me divertia vendo filmes antigos na "Sessão Coruja".

Havia quatro astros do cinema norteamericano que me fascinavam pela beleza e pela interpretação: Doris Day, Marilyn Monroe, Rock Hudson e Elizabeth Taylor.

Esta última morreu hoje.

Ela e Rock Hudson trabalharam juntos em ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE filme no qual, ela sempre linda, contracena também com James Dean (que tem uma atuação, para mim, sofrível).

Todos tiveram um fim de vida bem triste, à exceção de James Dean e Doris Day (esta última ainda viva com cerca de 90 anos).

E, vendo de longe, os últimos anos da vida de Taylor me fizeram lembrar o filme: "O CREPÚSCULO DOS DEUSES".

Filme ótimo e vale à pena ser visto.

Subitamente me sinto saudosista...

Frufru

Pro solvendo ou pro soluto
Ad corpus, ou coisa assim
É aí que se perguntam
Para que tanto latim?

Num contrato eu quero ver
Tudo escrito claramente
Disse ao advogado
Aquele humilde cliente

O que me importa é se me pagam
Se me cumprem o acordado
Frufruzinhos na escrita
É como vender fiado

E o advogado paciente
Explicou pro vendedor
Esses termos no contrato
São linguagem de doutor

Pra colóquios tão formais
Em páginas que serão lidas
Tais expressões de poucas letras
Bem protegem uma vida

terça-feira, 22 de março de 2011

Chegou o fim dos tempos

Foi isso que ouvi ontem de uma pessoa! Desde moleque eu ouço isso.

Os acontecimentos contemporâneos  estão deixando as pessoas em polvorosa: os últimos terremotos e os tsunamis; os eventos revolucionários no mundo árabe; a ameaça de guerra nuclear pelo Irã e pela Coréia do Norte; as doenças; a Sandy fazendo comercial como Devassa...

As pessoas se assustam com as guerras e quando eventos naturais sucessivos são observados com maior intensidade (terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis, nevascas, tornados e etc...) começam as ondas de crises pré apocalipticas. De tempos em tempos ouve-se isso.
"Estamos próximos da terceira grande guerra", brandam uns.

Mas conflitos armados de níveis maiores ou menores sempre existiram desde que mundo é mundo. Para quem é cristão basta ler o gênesis. Idem para as catástrofes naturais.

Dizem que Atlântida existiu mesmo e que um evento natural a fez desaparecer sob as águas. Não sei se isso é verdade, mas se for, o mundo para eles acabou. Como acabou para os Maias, Incas e Astecas, sem deixar de existir para o resto de nós.

E hoje a Terra não é como foi no passado. Não tem o mesmo relevo, os mesmos gases, a mesma vida animal e nem a mesma vida vegetal. Rochas se criaram onde antes não existiam, água cobriu parte do globo terrestre antes ocupada por montanhas e áreas irrigadas são desertos. Recentemente mudou seu eixo...

Os maiores predadores eram os dinossauros, hoje são os homens.

Já andam dizendo por aí que Obama é o anticristo. Outros acham que ele é o salvador.

Já ouvi até data certa (só faltava o horário) para a água acabar no mundo.

Só não consigo entender porque tanta preocupação com o fim do mundo: não acabando meu chá de gengibre, o resto estará beleza....rsrsrs

segunda-feira, 21 de março de 2011

Japão, um país curioso

O Japão está nos noticiários dos últimos dias em função da tragédia que o acometeu.

Venho lendo e ouvindo toda sorte de apologia à cultura japonesa. Mas o que me chamou a atenção foram 03 características amplamente difundidas nos noticiários: o silêncio, a solidariedade e a perseverança.

Falam de como os japoneses ficam silentes diante da tragédia e de como, em abrigos, não se ouve um pio das vítimas. Falam de como os japoneses são solidários, dando suas vidas ao se exporem - como voluntários - à radiação para fazer cessar os riscos de colapso nuclear. Falam da perseverança na reconstrução do país, como se deu depois da 2a. grande guerra.

Quanto ao silêncio, sim isso por certo é uma característica dos japoneses. Um povo que participou do "Eixo" durante a 2a. Grande Guerra como parceira do Nazismo, mas que foi discreto o bastante para não lembrar isso ao mundo. Um povo cujos imigrantes no Brasil matavam seus próprios conterraneos que ousavam dizer abertamente que o Japão havia perdido essa mesma guerra (vide o livro CORAÇÕES SUJOS); um povo no qual a mulher não tem voz pública, no qual ainda hoje a mulher que falar muito ou alto é mal vista; um povo que criou cães para rinha (Akita e Tosa) que nem latissem e nem rosnassem, justamente porque não toleravam o ruído dos cães (matá-los em rinha podia, ouvir o barulho deles era um ultraje); um povo no qual ninguém fala nada sobre a pedofilia ali existente e tolerada; um povo que silencia diante da violência sexual e que é oprimido pelos crimes praticados pela Yakuza e seus discipulos como se deu com a jovem JUNKO FURUTA; um povo com altos índices de violência doméstica em que as vítimas silenciam porque não serão ouvidas deve, mesmo, gostar do silêncio.

E também devem ser solidários, afinal nenhum japonês vem a público retirar apoio ao próprio país quando se discute o ocorrido em 1937, ocasião em que o exército imperial japonês invadiu Nanquim, então capital da China para - durante seis semanas - sistematicamente matarem cerca de 260 mil pessoas, dentre as quais 20 mil meninas e mulheres que, após serem violentadas, eram mortas com uma baioneta atravessando-lhes as partes íntimas. São solidários, ainda, quando procuram explicar o motivo do preconceito quanto a descentendes japoneses nascidos fora do Japão (que, aliás, praticamente expulsou a população pobre para o ocidente - especialmente para o Brasil - lá nos idos da década de 30). Também são solidários quando tentam explicar a xenofobia que assola o país ou quando buscam justificar o massacre de golginhos ou o fato de serem serem o maior país em pesca de baleias no mundo. Segue link com exemplo sobre o que falei e se você não consegue ver crueldade contra animais, sobretudo contra golfinhos, nem assista: http://www.youtube.com/watch?v=H0afDVlX_hE .

E devem ser, mesmo, exemplo de perseverança: afinal seguem fazendo tudo isso e muito mais, sem se abalar com a opinião dos outros... 

sábado, 19 de março de 2011

Direito do consumidor

O Código do Consumidor elaborado no Brasil fez escola no mundo inteiro e os exemplos da evolução que ele representa influenciaram especialmente a Comunidade Econômica Européia e a América do Sul, sobretudo a Argentina.

Nosso sistema judiciário não é dos melhores e isso nem sempre permite a aplicação adequada das leis. E não é diferente com o direito do consumidor.

Agora vejam só, na China um empresário chinês resolveu fazer um protesto inusitado no Dia Internacional do Consumidor, comemorado nesta última semana.

Indignado com os problemas em seu Lamborghini Gallardo L140 ele resolveu contratar um grupo para destruir o veículo avaliado em 500 mil libras (cerca de R$ 1, 3 milhão) a marretadas em Qingdao, na província de Shandong. Ele comprou o superesportivo de luxo usado em outubro do ano passado. Em novembro, ele levou o veículo à concessionária por problemas no motor.

De acordo com o jornal britânico "Daily Mail", o carro não teria sido consertado e ainda voltou danificado. Inconformado com o atendimento da concessionária e da própria Lamborghini, o empresário resolveu aproveitar a data comemorativa para expor seu problema ao mundo. 

Antes
Depois

Às vezes dá vontade de fazer a mesma coisa aqui...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pedofilia no país do tsunami

Esta semana os jornais publicaram o caso de um brasileiro condenado a mais de 08 anos de reclusão por divulgar material com conteúdo pedófilo.

Mas o que é, afinal, pedofilia?

Pedofilia tem várias definições, a mais aceita é a de que constitui um desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos".

Quando, socialmente, se é criança e quando se é adulto?

A tradição judaica considera como adultos (membros da sociedade) as mulheres aos 12 e os homens aos 13 anos de idade, sendo a cerimônia de transição chamada Bat Mitzvah para as garotas e Bar Mitzvah para os rapazes.

No antigo Egito, o faraó Tutankhamon casou-se quando tinha 10 anos de idade com Ankhsenpaaton que tinha a mesma idade talvez um pouco mais velha e assumiu o trono com cerca de 12 anos

A lei civil brasileira trata das pessoas como maiores (adultos) ou menores. Estes últimos podem ser púberes (mais de 16 anos) ou impúberes (menos de 16 anos). Para fins criminais, porém, a idade à partir da qual se infere a condição de criança é a de 14 anos, conforme vemos no Código Penal:
 "Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos"
"Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem".


De outro lado, a pornografia envolvendo menores é crime no Brasil e assim dispõe o artigo 241, do Estatuto da Criança e do Adolescente: "Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores (internet), fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente."
Mas o que é pornografia? E se o material "apresentado, produzido, vendido, fornecido, divulgado ou publicado" não contiver "cenas de sexo explícito"?
No Japão - onde pelo visto - as normas são semelhantes sacia-se a libido das pessoas que gostam de se estimular tendo crianças ou adolescentes como objetos sexuais por meio da comercialização pública e lícita de revistas e sites de internet com fotos de meninas de diversas idades (crianças e pré adolescentes) em paisagens bucólicas ou triviais mas em poses "sensuais", se despindo ou se vestindo, usando roupas comuns como shorts, camisola, baby-doll, roupa de escola ou roupas curtas "sexys" como maiôs, bikinis, calcinhas e sutiãs ou, ainda, simplesmente vestidas de colegiais.
Não há sexo explícito ou sugerido. As meninas com caras de sapecas, típicas da idade, são fotografadas sem qualquer conteúdo sexual explícito, sendo que, eventualmente, o modo como posam para as fotos sugere sensualidade. 
Essas as imagens, cotidianas para quem tem filhas e sobrinhas, tornam-se fetiche aos olhos dos japoneses. Noutras palavras, o japonês parace socialmente aceitar a pedófilo.
É que todos sabem, inclusive aqueles que permitem que seus filhos façam tais fotos, que as revistas se destinam, exatamente, à saciar a libido daqueles que são, em verdade, pedófilos.

O comércio da libidinagem com meninas de 12 e 13 anos (nem sempre cópula) é largamente conhecido no Japão! Por lá, todos sabem que adolescentes dessa idade vendem calcinhas usadas a senhores que as abordam na rua ou vão espontaneamente com eles para suas casas (ainda vestidas de colegiais já que são abordadas nas saídas das escolas) onde fazem strip tease e algo mais. Tudo a fim de ganharem um presente ou uma graninha.

Agora prestem atenção: elas não são coagidas, não fazem isso por necessidade mas, sim, para consumirem grifes. Tal como na Polônia (para os que não sabem do que se trata segue o link: meninas dos shoppings ).
Fala-se muito mal do Brasil e de quanto há exploração sexual das menores em alguns lugares daqui.

Por outro lado, fala-se muito bem do Japão e de como são sérios, trabalhadores, éticos, esforçados os seus cidadãos. Mas disso e das outras mazelas do país ninguém fala...

Para um fim de semana romântico



Xarope Doce e Mel

Não fique desperdiçando todo seu dinheiro
Com xarope doce e mel
Por que eu sou doce o suficiente
Não fique gastando cada minuto
Tentando ganhar a vida
Por que nós temos nosso amor
Me escuta, 1, 2, 3...
Baby, baby, baby, gaste seu tempo comigo...

Não fique fora a noite toda,
Me deixando sozinha
Por que eu, eu preciso do seu amor
Não fique gastando todos seus dias
Trabalhando fora
Por que eu estou te esperando
Me escuta, 1, 2, 3...
Baby, baby, baby, gaste seu tempo comigo...

Gaste, gaste, gaste ....
Seu tempo comigo...
Por favor, meu bem
Mmmmmh...
Por favor, meu bem

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mulheres x Sapatos


Hoje eu estive pensando sobre sapatos: os sapatos são itens que abundam em qualquer guarda-roupa feminino!

Se a mulher não for pobre de marré-marré-marré será possível observar dezenas deles, arrumados ou não, nos guarda-roupas femininos.

A mulher pode sair sem roupa ou sem calcinha (o que é louvável e até recomendável...rsrsrs) mas sem sapatos novos, jamais.

Eu, francamente, não consigo entender para que tantos sapatos. Se a mulher tiver 10 (o que pode ser considerado absolutamente desnecessário) já daria conta de usar um por dia sem repetir nenhum dia da semana e ainda sobrariam ao menos 03 pares para ocasiões especiais, mas quase sempre observa-se muito mais do que isso.

Tem gente que usa sapato até na praia...


Diversamente do que ocorre com as mulheres, os homens quase sempre têm até o máximo de 03 sapatos sociais para o dia a dia (diz a regra que é recomendável ter 02 pretos e 01 de tom amarronzado) e no máximo 02 descontraídos (geralmente mocassins) para eventos não formais.

Conheço homem que tem 01 para de sapato! E só usa tênis.

Homens mandam fazer sola, meia sola, salto e mandam engraxar o sapato para preservá-lo.

Mulheres, parecem querer fazer coleção de sapatos mas, curiosamente, nem se importam de ter o cuidado básico de engraxá-los e, não raramente, encontram - aquele sapatos de que gostavam tanto e que há anos não usavam -  com o couro ressecado por falta de cuidados.

Por outro lado, nunca vi um só ambientalista protestando contra o excessivo consumo de sapatos femininos. Será que é porque a maior parte dos militantes é composta de mulheres?

terça-feira, 15 de março de 2011

Na Ucrânia as mulheres são mais politizadas que no resto do mundo

O país pode ser frio, mas as pessoas são mais politizadas! Protestos e movimentos políticos não faltam.

As mulheres, especialmente, demonstram-se muito mais conscientes e militantes naquela distante terra. Pode parecer piada, gracinha, mas não é (http://www.pessoal.utfpr.edu.br/zasycki/mulheres.html). Elas saem às ruas e mandam ver nos protestos que são liderados por um movimento feminista chamado FEMEN.

Protestam contra a exploração sexual...


Se algo não vai bem nas eleições o que elas fazem? Protestam...
Protestam contra o presidente do país...


Se não querem a visita do presidente Putin ao seu país, elas protestam...


Se não estão felizes com a política Iraniana que condenou uma mulher à morte, o que elas fazem? Protestam...


Se falta água no verão ucraniano elas, mais do que depressa, protestam...


Protestam contra agripe suína...

Protestam contra a pornografia...

Protestam contra o sorteio de noivas Ucrânianas por uma rádio neozelandeza...

Solidárias aos animais, protestam contra a temporada de caça...

Protestam até mesmo para poder usar livremente as sacadas dos prédios (????)...


Protestam contra imagens degradantes de mulheres italianas...

E, para os que ficam se indagando qual seria o sacrifício que elas fazem ao tirar as roupas em protesto, eu me proponho a lembrar: imagine ficar assim nesse baita frio da Ucrânia? Nada de diminuir o esforço das meninas, por favor.

Extraterrestres

Ataraxia

Diz o léxico que a palavra deriva da filosofia e signfica "quietude absoluta da alma, quietude que é, segundo o epicurismo, o apanágio dos deuses e o ideal do sábio."

Mas também significa apatia e despreocupação extremada e patológica com os fatos da vida.

Interessante isso: de um lado o ápice da elevação espiritual que conduz à tranquilidade inabalável, de outro, uma patologia que impede alguém de ter a mínima preocupação com seja lá o que for.

Muita gente anda por aí confundindo isso com paz, confundindo isso com medo, confundindo isso com perdão e confundindo isso com urbanidade e cidadania: não se preocupam com as ofensas que o vizinho pratica em sua casa contra seu filho e esposa porque isso é um problema dele; não se preocupam com as agressões que brutamontes fazem contra outros na rua porque isso é um problema dos outros e nem mesmo reagem quando alguém lhes ofende porque imaginam que a reação lhes trará maior desprazer, sobretudo se a reação - para ser a altura do agressor - envolve certa dose de brutalidade!

Dia desses, um troglodita, moleque, desses marombados, por um motivo banal, fútil mesmo, e do qual ele não tinha qualquer razão (nem objetiva e nem subjetivamente falando), passou a gritar comigo e me desrespeitar na rua, em frente a todos. Reagi à altura, sem medo. Ele não ficou feliz e, como se sua massa muscular pudesse darantir-lhe sucesso, saiu do carro em minha direção numa atitude hostil, com palavras pouco urbanas, na tentativa de me intimidar. Não consegiu!

Gritar em público, reagir com violência, falar palavras de baixo calão não é urbano e tampouco é algo de que devemos nos orgulhar. Mas há situações extremadas em que essa reação é a única disponível para manter o respeito, não se deixar acuar e proteger sua moral, sua dignidade, sua civilidade, seus direitos, ou seja, sua vida não material prestes a ser jogada na sarjeta.

Há quem peça desculpas até mesmo quando recebe um tapa na cara! Há quem se intimide e saia correndo. Geralmente eu não reajo assim: se eu permitir que alguém faça comigo algo que reputo desonrosso e mesmo assim fico quieto então, na verdade, eu fortaleci o agressor.

Essa postura de subserveniência e de omissão diante da violência não é NÃO VIOLÊNCIA, tampouco é de elevação espiritual, isso é ataraxia social e moral! Isso é covardia que reforça a impunidade e resulta, depois, em atitudes extremadas como aquela do atropleamento dos ciclistas dentre outras.

Fique apático diante da violência e verá que ela se tornará maior e, ainda assim, voltará contra você. Justamente aquilo que se queria evitar. O pior é que a omissão nos torna cúmplices do agressor.

A cultura do é melhor um covarde vivo a um herói morto é indecente e faz de nós um bando de escravos de uma vida indgna de ser vivida.

Segue um trecho do filme APOCALYPTO sobre o medo, sobre a omissão, sobre a doença que é essa ataraxia que vemos hoje em nosso povo:


O texto está em inglês mas é bem fácil de entender.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sexto sentido

Armadilhas

A vida é cheia de armadilhas: de algumas não conseguimos sair e de outras saímos ilesos, mas a maioria deixa marcas.
Não me refiro às técnicas de guerra ou guerrilha, tampouco às emboscadas criminosas...me refiro ao dia a dia e às sacanagens que as pessoas fazem deliberadamente (ou inconscientemente) umas com as outras, assim como das surpresas desagradáveis que nos aguardam nas encruzilhadas ou nas curvas da vida.

Quanto às surpresas da vida não há nada o que se possa fazer. Apenas aceitá-las como são e buscar uma recuperação se estragos houverem.

Mas e quanto às armadilhas que outras pessoas nos fazem, como nos protegermos delas? Me parece que parte da resposta é: seja sociável e faça o maximo de simpatizantes possível (assim haverá sempre pessoas em seu favor, prontas a te ajudar), esteja sempre preparado para receber uma surpresa desagradável (assim o golpe não o pegará desprevenido e ficará mais fácil se desvencilhar dele), não confie plenamente em ninguém (todas as pessoas são falíveis), ouça o seu instinto (não foi a toa que a natureza lhe dotou dele), abandone a inocência e a ingenuidade (elas não têm mais espaço no mundo adulto), seja cauteloso (cuidados nunca são demais) e seja implacável com quem lhe for desleal ou queira lhe prejudicar (afinal, isso servirá de alerta para outros não fazerem o mesmo).

Quem vive as amarguras do chamado "mundo corporativo" sabe bem sobre o que eu estou falando e isso se aplica a todos os espaços da vida.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nêmesis

Nêmesis é uma figura que, fazendo parte da mitologia grega, representava a força encarregada de abater toda a desmesura. Criada ao como irmã de Thêmis (deusa da justiça) ela tinha os mesmos atributos mas era a deusa da vingança.

Respondia, ela, ao ideal helênico de que todo o excesso deve ser combatido: "Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilibrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é."

A Deusa Nêmesis castigou Narciso que, demasiado contente com sua própria beleza, desprezava o amor e as jovens por ele desprezadas pediram vingança aos céus que teve como resposta um forte calor, assim, depois de uma caçada, Narciso debruçou-se sobre uma fonte para saciar a sede causada pelo calor e nela viu seu belo rosto, de modo que ficou apaixonado por sua própria beleza e ali quedou-se, definhando até a morte pelo amor impossível que nutria por si mesmo.

O termo nêmesis tornou-se corriqueiramente usado para descrever o pior inimigo de uma pessoa, normalmente alguém ou algo que é exatamente o oposto de si mas que é, também, de algum modo muito semelhante a si: uma vingança à altura daquele cujo ato se espera vingar ou, noutras palavras, uma justa retaliação aplicada pelo agente ofendido.

Na minha opinião, os políticos atuais deveriam sofrer as consequências de seus atos na medida exata da dor e da miséria que promovem.

E o povo é o agente implicado que tem poder e estatura para aplicar a justa retaliação.

Trevas

Nosso país está infestado de seres abomináveis que me fazem lembrar entidades demoníacas mitológicos como ogros, zumbis e vampiros.

Imaginem só: o ogro do Kassab está inquieto no DEM e mesmo sendo tendo uma adminsitração de merda ele angariou poder político de dar inveja.

Nem mesmo o fato de ter pertencido à administração de Maluf e de Pitta e de, na qualidade de prefeito, deixar a cidade de São Paulo ao deus dará serve de obstáculo às suas pretensões políticas.

Ele quer fundar um partido e só não saiu do DEM para ir para outra siglas porque poderia perder o mandato por infidelidade partidária.

Agora, vejam, a maioria dos deputados e senadores do PSB apoia a fusão do partido com a nova legenda que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pretende criar.

A Folha ouviu 32 dos 34 congressistas da sigla e 29 deles, ou 90%, defendem a fusão rápida ou veem com simpatia a ideia. Apenas três são contrários.

A explicação foi dada por um parlamentar do PSB: "Nenhum partido sobrevive sem ambição de poder".

O que são eles? Vampiros. Criaturas das trevas que não têm pudor de conspirar para sugar nosso sangue.
A diferença de identidade entre Kassab - direita - e o PSB - o socialista - não é preocupação para a maior parte dos ogros filhos da puta que elegemos.

A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (umas das três exceções e que é contrária a essa aberração) ameaçou deixar o partido caso a ideia se concretize. Disse ela: "Pela incompatibilidade, incoerência que isso representaria. Eu seria uma estranha no ninho".

Ela, como sempre, é ao menos coerente...

Já faz algum tempo que eu venho dizendo: se hoje polarizam PSDB (sigla fundada por ex-pemedebistas) e PT, os partidos do amanhã serão PSB e PV.

Mas não se enganem achando que haverá algo novo: são mais do mesmo.

Curiosamente esses dois últimos partidos são formados por políticos egressos do PMDB, do PT e do PSDB, sedentos por mais espaço e mais poder político. Agora, pelo visto, querem somar políticos do DEM à bandalheira do multipartidarismo.

E, para os que não sabem ou não se recordam, o antigo ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido político criado para dar sustentabilidade ao governo militar e que depois gerou dois filhostes: o Partido Progressista (PP), de Paulo Maluf, e o Partido da Frente Liberal (PFL), berço dos políticos mais corruptos que esse país já viu nascer, que hoje responde pelo nome de DEM.

Noutras palavras votando em qualquer um desses partidos você estará votando, na verdade, numa só massa política que governa e destrói nosso país há dezenas de anos.

São seres demoníacos que merecem ter o mesmo fim que vemos nos filmes de terror.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Para bom entendedor ponto é virgula



Why Don't You Gramophonedzie

You had plenty money in 1922
You let other women make a fool of you
Why don't you do right, like some other men do?
Get out of here and get me some money...

Get-out-get-out-out-out...
Get out of here and get me some money too
Get-out-get-out-out-out...-Money
Get-out-out-get-out-out...
Get out of here and get me some money too.

You're sittin' there and wonderin' what it's all about
You ain't got no money, they will put you out
Why don't you do right, like some other men do?
Get out of here and get me some money too.


Get-out-out-get-out-out...
Get out of here, get me some money too
Get-out-get-out-out-out...-Money

Get-out-out-get-out-out...
Get out of here and get me some money too.

Vida de Gado

Hoje, lendo um post de outro blogueiro sobre a marca de cruz na testa dos católicos em alusão ao primeiro dia da quaresma, lembrei do refrão da música de Zé Ramalho: "Eh, ôô, vida de gado; povo marcado, ê povo feliz..."

Aqui no Brasil (mais precisamente em São Paulo, onde vivo) pouca gente se deixa marcar na testa com as cinzas em cruz. Dos que se permitem marcar, uma ínfima parcela das pessoas (senão nenhuma) usa a marca como manda a tradição (até o fim da tarde) e não conheço ninguém que saiba, exatamente, a origem dessa curiosa prática que remonta ao oriente médio ou que conheça seu significado!