sexta-feira, 11 de maio de 2012

Política x Bunda

Há tempos que estou me reconhecendo um chato.

Levemente intolerante e crítico além da média, por vezes me pego em sistuações bem delicadas: seja quando me analiso, seja quando analiso os outros.

Uma situação cada vez mais frequente que tenho que enfrentar é a incoerência tupiniquim.

As pessoas são incoerentes desde que mundo é mundo. Têm preguiça de pensar e medo de o uso razão o retire de sua zona de conforto.

Mas, antes, ao me deparar com isso o efeito era o de me levar à reflexão. Timidamente esboçava tratar de meus pensamentos em público e quando sentia a reserva dos ouvintes desistia de falar.

Hoje em dia não!

Por vezes não consigo me conter e exponho essa incoerência alheia sem maiores pudores o que, como se pode imaginar, me torna um antipático ou um besta aos olhos dos outros que confrontados com a própria imbecilidade parecem preferir acreditar que o errado é quem os enxerga.

E quando o assunto é política, então? Aí fudeu...

Eu preciso fazer um exercício de concentração muito grande para não mandar os cegos a merda.

Para se ter uma idéia do que estou falando, é graças aos grandes pensadores da "elite" paulistana que hoje temos como pré-candidatos os seguintes zumbis:
a) José Serra
b) Celso Russomano
c) Netinho
d) Soninha
e) Gabriel Chalita

É nessa ordem a aceitação do eleitorado. Agora, imaginem só se Celso Russomano se unir ao Netinho? Vitória na certa. E, nesse caso, terei que pensar seriamente em mudar de Cidade, Estado ou até mesmo de País.

Por que estamos assim? 

Vozes se levantam, sempre que faço publicamente essa pergunta, que o problema é da educação do "povo", da massa, do populacho.

Sei...mas e as idiotices que falam aqueles que, como eu, têm nível sócio cultural mais elevado que a média nacional? E as pessoas bem nascidas com as quais tenho contato, que tiveram acesso a boas escolas e cultura?

Não sou rico, nasci num berço bem humilde e prosperei graças a muito esforço mas sequer estou numa situação que considero confortável financeiramente. Afinal não estou livre de preocupações financeiras que não acometem outros amigos.

Entretanto acredito pertencer a uma elite. Elite no sentido de ter tido acesso a uma educação boa que me permite pensar e olhar a vida e as coisas da vida com olhos críticos que meus pares parecem não ter.

O fato é que, em verdade, a incoerência e a retórica vazia de reflexão e de praxe é parte da cultura desse meu país.

Afinal brasileiro é incoerente até mesmo quando o assunto é BUNDA.

Vivemos num país em que as mulheres se vestem de forma recatada se considerado o que se vê no verão europeu ou em Miami. Nossos BBB's são infinitamente mais recatados do que os europeus que não mostram só bundas e peitos mas chegam a ter sexo explícito.

Em compensação, nas praias brasileiras as mulheres mostram a bunda à vontade enquanto ninguém faz topless porque causa escândalo, não obstante os eventos carnavalescos, os funks e as "noites das xoxotas loucas" do interior do país mostrem mulheres nuas em pleno ambiente público e, por vezes, "familiar".

Bunda é assunto que leva todo mundo a debater acaloradamente. Seja porque a bunda da fulana é gostosa, seja porque a cicrana mostrou a bunda sem calcinha sei lá onde, seja porque a beltrana bunduda raspou o cabelo....

E gente que mostrou a bunda para ganhar a vida subitamente se torna casta como a Vera Fischer, Xuxa, Regininha Poltergeist e a Mirian Rios, sendo que todos nós vemos isso, aceitamos isso e as erigimos a patamares sociais mais altos enquanto execramos homossexuais por sua condição de vida e por sua opção pelo casamento.

Dá para entender???? Maior incoerência impossível.

Um país cheio de absurdos políticos e jurídicos, uma cidade mergulhada em caos e a galera se preocupa com o que se passa no BBB, no Pânico na TV e nas demais idiotíces televisionadas pelo país a fora não pode ter em sua bandeira "ordem e progresso" como lema.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Por um mundo melhor

Hoje o UOL noticiou que a cearense Luma Andrade será a primeira travesti do Brasil a apresentar uma tese de doutorado, segundo informa a ABGLT (Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). Graduada em ciências naturais pela Uece (Universidade Estadual do Ceará) e com mestrado na área do desenvolvimento do meio ambiente pela Uern (Universidade Federal do Rio Grande), agora, aos 35 anos, ela é doutoranda em educação pela UFC (Universidade Federal do Ceará).

Para obter o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis (homossexuais que se vestem como mulheres) cearenses à educação. “Pude constatar que está havendo um aumento do acesso e também da procura pela escola, mas ainda há resistências como a discriminação, bullyng e a marginalização”, afirmou ela.

Resistência, aliás, é uma palavra ou até mesmo um sentimento muito conhecido por Luma. “Desde os oito anos de idade que convivo com isso. Já cheguei a apanhar na escola e ouvir da professora que era bem feito”, contou.

Mesmo assim, ela disse que focou a atenção para os estudos e usou sua aptidão para as ciências exatas como uma aliada na conquista de amigos e de respeito dos colegas. “Eu sabia matemática e fiz com que isso me ajudasse. Passei a dar aulas para os colegas e eles passaram a ser meus amigos”, disse.

Em casa ela usou a mesma estratégia de focar a atenção para os estudos, na hora de responder os questionamentos dos pais, dois agricultores analfabetos que não a discriminavam, mas sempre perguntavam por uma namorada, principalmente no período da adolescência.

Já adulta, chegou a ir, nos primeiros dias, para o campus da Universidade Federal do Ceará, no município de Limoeiro do Norte, onde concluiu a graduação, vestida com roupas masculinas para evitar situações de preconceito e constrangimento, mas a estratégia não deu certo. No primeiro dia de aula, ela conta que foi uma chacota geral, mas, depois que resolveu usar roupas femininas, as pessoas a conheceram melhor e ela começou a ser aceita. “De início foi uma decepção, pois achava que na universidade as pessoas eram mais maduras”, disse.

Depois de formada, Luma recebeu o convite de um ex-professor da faculdade para dar aula em uma escola, mas o que parecia ser uma grande oportunidade, na verdade foi um grande teste.

“Era terrível, os dirigentes e outros professores ficavam atrás das portas assistindo à minha aula. Os alunos também ficavam rindo e muitos gritavam: gay, viado (sic), dentre outros palavrões. No fundo, eles achavam que a minha aula (de ciências naturais) ia ser uma palhaçada, mas sempre no primeiro dia, eu contava a minha história de vida e ganhava fãs e aliados. Eles também são pobres, nordestinos e sonham com dias melhores. “Além disso, sempre mantive postura, seriedade para lecionar, o que foi fundamental para adquirir o respeito de alunos e colegas”, completa.

Essa realidade chama a atenção para a diferença entre teoria e prática cristã: num país em que a maior parte das pessoas se diz cristã, seria de imaginar que a tolerância fosse a regra! 

Mas tolerância e cristianismo ou, quem sabe, tolerância e religião não combinam.

Cristãos se baseiam na bíblia para seguir sua vida e deveriam ter na figura e nas atitudes de Jesus os guias para serem melhores pessoas.

Não jogar a primeira pedra e deixar o julgamento da conduta alheia para deus, respeitar o próximo e a lei dos homens, premissas biblicas bem claras, parece que são posturas desconhecidas quando o assunto é tolerância.

Fico feliz porque alguns travestis conseguem romper com o perverso ciclo queos leva  à prostituição. Isso serve de exmplo para todos nós que buscamos um grupo social mais livre e solidário.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Netinho e o pedágio urbano



Notem que nesse vídeo o grande político diz só o que há de ruim para se falar dele é o episódio da agressão à ex mulher e se não falassem disso não haveria mais nada a se falar senão falar bem...

Claro que ele esquece do escândalo de má gestão do dinheiro público no episódio do aluguel de seus computadores, impressoras e telão que custou muuuiiiitooo mais do que a compra de equipamentos supra sumo. Claro que ele se esquece do episódio de agressão ao Vesgo. Se esquece de que se declarou pobre para ter isenção de custas. O Netinho, pobre???? Como assim????  E os verdadeiros pobres???? Esse cara é mais um legítimo representante daquilo que devemos afastar da política.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Recado de uma mulher para um homem!


Parceria Publico Privada que funciona

O crime organizado criou um novo bico para os PMs de São Paulo: o de consultores de risco de ladrões. Nessa função, policiais fazem o papel de olheiros de quadrilhas especializadas em arrastões em condomínios e roubos de caixas eletrônicos. Usam o acesso aos equipamentos de rádio da PM para avisar os bandidos, por celular, quando algum policial fora do esquema se aproxima do prédio ou do banco durante a ação dos criminosos.

Neste ano, duas investigações já flagraram a participação de três policiais militares acusados de dar cobertura a ladrões durante os assaltos, mas existe a suspeita de que outros também estejam envolvidos. No ano passado, 20 PMs foram detidos por colaborar com quadrilhas que furtavam caixas eletrônicos - apenas dez continuam presos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Post mortem

Dá para ter uma idéia de  para onde estamos seguindo com a tecnologia do entretenimento????

O rapper abaixo está mortinho da silva há tempos e agora, vejam só, anda por aí fazendo shows...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Em terra de FIAT quem tem um HYUNDAI é rei

Há mais de 20 anos ocorria uma grande transformação na área automobilística.

Empresas japonesas introduziam no mercado ocidental conceitos de construção, segurança, tecnologia e design que mudaram a cara dos carros no mundo todo.

Até os carros alemães e ingleses que sempre foram sinônimo de qualidade passaram a valorizar mais o design e a tecnologia passando, inclusive, a oferecer mais conforto.



O Brasil, que só tinha carroças, abriu seu mercado para os carros importados nos anos 90, época da revolução imposta pelas industrias automobilísticas japonesas, e recebeu todo o lixo que o mercado internacional tinha disponível: desde LADAs até Citröens pavorosos...

Mas também se beneficiou desse avanço e hoje quem tem dinheiro no bolso pode comprar carros mais elegantes e mais sofisticados em todos os níveis.

E quem não tem? Continua a usar as velhas carroças...

Nesses mais de 20 anos muito coisa por aqui evoluiu, menos os carros nacionais.

Ainda são carroças, ainda são líderes de venda a FIAT e a VOLKSWAGEN com sua gama ridícula de veículos bons disponíveis para o consumidor brasileiro que paga caro por eles.





Há pouco tempo vemos nova revolução no mercado automobilístico vinda do oriente. Dessa vez a Coréia faz as vezes de campeã: novamente assistimos uma onda de inovação emplacada pela Hyundai e pela Kia.

Seus carros tornam-se em todo o mundo sinônimo de beleza, tecnologia, inovação e confiabilidade.

A expressividade dessas marcas é tão grande que chegaram a mudar o panorama de carros top de gama como Audi, BMW e Mercedes (basta ver a inovação inspirada nessas marcas coreanas que essas marcas alemãs passarão a integrar em seus carros de base nas linhas 2013)

Aqui no Brasil jamais vimos isso nos carros nacionais e os coreanos, importados, chegam a pereços muito competitivos.

Alguém que leia este texto poderá dizer que a assistência técnica das coreanas deixa a desejar...mas a pergunta é: e qual não deixa????