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sábado, 8 de maio de 2010

Rádio X



Hoje é sábado.
Acordei há pouco, e ainda na cama de olhos entreabertos minha mão direita se dirigiu ao "liga" do rádio. Antes de tocá-lo porém, me lembrei: hoje é sábado, portanto não preciso levantar, porque então ligar o rádio? Foi aí então que voltei a pensar sobre o efeito deste aparelho em minha vida. Através dele recebo as últimas notícias, informações sobre o trânsito e sobre o clima diariamente.Tudo isso é muito importante nos dias úteis, mas e no final de semana? Acho que neste caso era o momento no qual eu apenas necessitava ouvir, agregar algo novo. Na verdade não foi o primeiro sábado de minha vida que isso ocorreu, mas foi o primeiro que parei para pensar: Será que tô viciado em rádio? Acordo com ele, tomo banho ouvindo, preparo e tomo meu café da manhã em sua companhia, entro no carro e ele me acompanha na ida e na volta do trabalho. Até me sinto íntimo dos jornalistas, porém não costumo me manifestar, sou apenas ouvinte, não escrevo nem ligo para eles. É através do rádio que sei se estou atrasado para o trabalho. Recentemente notei que estou prestando a atenção em chamadas para programas especiais de final de semana. Outro dia me vi ligando o rádio num sábado para ouvir um programa anunciado durante a semana.
Mais uma vez recomendo o rádio, e as minhas sugestões seguem abaixo, seja usando o aparelho tradicional, seja via internet ao vivo, ou ainda podcast que estão disponíveis :

CBN - 90,5 FM SP - http://cbn.globoradio.globo.com
Eldorado - 92,9 FM SP - http://www.territorioeldorado.limao.com.br
BandNews - 96,9 - http://bandnewsfm.band.com.br

Alguns que recomendo:
Trip Eldorado
Fim de expediente
Jornal da CBN
BandNews pela manhã

sábado, 30 de janeiro de 2010

Rádio e Cinema


Ontem ao voltar para casa procurava uma música interessante no rádio e pensava no post do Marcão de dias atrás sobre o cinema brasileiro. Não achando nada que para satisfazer minhas necessidades musicais, desisti e lembrei que era a última sexta do mês, portanto dia do programa do Dan Stulbach com patéia no teatro da Livraria Cultura. Fiquei surpreso quando descobri que o convidado do dia era Hector Babenco, um representante de nosso cinema mesmo sendo argentino. Na verdade nunca gostei do cara, ou melhor, não gostava dos filmes que sabia que eram dele, mas não sabia nada sobre ele. Foi uma oportunidade de conhecê-lo um pouco. Aliás, fiquei sabendo de muita coisa sobre ele, e mesmo sem gostar de suas obras, passei a admirá-lo por sua história.

Para quem tiver interesse em ouvir o programa segue o link:

http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010/colunas/expediente_100129&OAS_sitepage=cbn/programas/fimdeexpediente/player

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rádio - Além de tudo, uma porta aberta para sua imaginação

Há 29 anos comecei a ouvir rádio FM, era a Rádio Cidade. Ouvir música tinha ficado mais fácil, não precisava mais fazer cópias em fitas cassetes de LPs no 3 em 1, para poder ouvir no rádio gravador National de minha mãe, que podia ser levado para qualquer lugar (da casa).

Até então o que eu conhecia de rádio era o AM que minha mãe ouvia pela manhã. Lembro que ela acordava ouvindo o Vicente Leporace, com seu programa na Rádio Bandeirantes AM. O canto do Uirapuru ficou marcado em minha memória, era a vinheta de abertura e encerramento do programa. Era um programa jornalistico matinal, que na ocasião não ouvia por escolha própria, mas sim por que minha mãe gostava. O formato do programa permanece até hoje na mesma emissora e mesmo horário.

Na adolescência a música era muito mais importante que a notícia para mim, então fiquei "freguês" da Cidade FM. Lembro que no começo da emissora participei de diversas promoções que premiavam os primeiros a ligar e responder sobre o que havia sido tocado. Acho que como era início e não havia muitos ouvintes, sem precisar de insistir muito ganhei alguns brindes. Ia ao estúdio da emissora na Av. Paulista retirar meus prêmios, que iam de adesivos a LPs. O disco da Donna Summer é um dos que guardo até hoje. Na ocasião nem conhecia o trabalho da cantora, mas como era de graça....

Depois muitas FMs surgiram e o dial ficou pequeno, e a Cidade deixou de ser a única opção e passei a ouvir outras, e quando a 89 chegou fui fiel a ela. Muito mudou desde de então, aparelhos mais compactos, surgiram os walkmans, os cds, com discmans, mp3, iPods... e o rádio por muito tempo deixou de ser a minha principal opção para ouvir música.

Em 95 quando a CBN passou a usar a frequência da rádio Excelsior passei a ouvi-la. A correria do dia a dia não permitia mais que eu visse jornais televisivos, e não era sempre que dava pra ler os jornais impressos. Então encontrei nesta rádio o que queria, informação. Hoje ouço além desta Eldorado e BandNews com o mesmo intuito.

O fato é que este veículo de comunicação continua sendo o de mais fácil acesso para todos. E hoje você pode ouvir a mesma emissora pela internet em qualquer lugar do mundo, mas também no radinho de pilha do porteiro, no carro, na academia, em todo lugar. É verdade que a TV hoje também disfruta da mobilidade, porém na maioria das vezes temos que utilizar a visão além da audição para entendê-la. Podemos entre outras coisas dirigir, cozinhar e escrever enquanto ouvimos rádio, já a TV não.

Resumindo, sou fã do Rádio, e concordo quando dizem que é um veículo companheiro, e que nem a TV ou mesmo a internet vão acabar com ele, veja o que já dizia o saudoso Vicente Leporace:

http://www.vozesbrasileiras.com.br/html/mp3/g/g-vicente_leporace.mp3