A Folha de São Paulo noticiou que hoje a Justiça Eleitoral absolveu o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, da acusação de falsidade ideológica.
O candidato foi eleito com recorde de votos: mais de 1,3 milhão de votos e segundo noticiado, o TRE entendeu que Tiririca comprovou que possui pelo menos noções básicas de leitura e escrita, asseverando, ainda, que: "A Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos, e não os funcionais".
Fez-se a Justiça! Ele representa uma respeitavel parcela de nossa população. Não mentiu nas propagandas eleitorais e, só por isso, a ele se deve tirar o chapéu.
Os políticos são a cara de seus eleitores e democracia é isso aí: a representação do povo pelo povo!
E a maioria do povo é o que ele é: humilde, inculto e com a alfabetização precária.
Pode não ser - e da fato não é - o ideal que sejamos representados por pessoas que aparentemente têm nível de escolaridade que compromete sua atividade parlamentar.
Mas ele é só a ponta do iceberg. Isso afeta uma grande parcela, senão a maioria, de nossos parlamentares e ninguém jamais pensou em processá-los por isso. Por que, então, agora pegar o pobre para cristo?
Ademais temos demonstrações abundantes de que ilustres membros de nossa sociedade, políticos ou não, com imensa capacidade intelectual e bagagem cultural de fazer inveja ao Tiririca, fazem atrocidades com os interesses públicos, se corrompem, deixam de agir com honra e integridade na vida pública e pessoal.
Veja o caso do próprio promotor que estava à frente da medida judicial contra o Tiririca: agora ele é o acusado já que a Corregedoria do Ministério Público entende ter havido excessos em sua atuação no caso em questão que maculam, por completo, a idéia de isenção e desprendimento que alguém de sua estatura profissional deveriam ter.
Na hora que deixarmos de ser tão incautos e exercermos corretamente a cidadania - com militância e engajamento políticos - quem sabe, as coisas mudem em nosso favor.




