quinta-feira, 3 de novembro de 2011

USP x Polícia x Maconha

Eu creio piamente que o ESTADO DE DIREITO, num país democrático e civilizado, é o maior bem que uma comunidade pode dispor.

Se podemos livremente escolher nossa religião, se podemos livremente fazer manifestações, se podemos livremente exercer nossos pensamentos é porque não vivemos sob o jugo de uma ditadura.

Posso livremente falar sobre drogas, preconceito e política. Posso livremente me manifestar sobre tais pontos. Posso promover passeatas, protestos e até paralizações por conta desse tal ESTADO DE DIREITO.
Mas para cada direito está co-relacionado um dever. Para cada direito há uma contrapartida de obrigação social. E abuso de direito deve ser repudiado veeementemente sob pena de subverter-se a função sociald e cada direito outorgado.

Aqueles estudantes da USP que estão invadindo e depredando dependências físicas da universidade não podem exigir respeito porque, simplesmente, não sabem o que é respeitar.

De um lado, pela ausência da polícia nas ruas da universidade, criminosos tomam conta e não só roubam: matam e estupram!

Essa ausência se deve a uma exigência de alunos e professores que não querem a mão militar a lhes tolher direitos mas, mesmo assim, permitiu-se a presença da PM porque a insegurança, o medo e a lesão ao patrimônio e a vida dos alunos e funcionários não poderiam continuar ao "deus dará".

Cumpre perguntar: Afinal, que direitos esses alunos temiam ver tolhidos pela presença da PM?O de fumar maconha? Desde quando fumar maconha virou um direito? Será que a lei mudou e não estou sabendo? E se ainda assim fosse um direito, seria esse direito superior ao da vida em si mesma?

Noutras palavras: preferem ver o direito à vida tolhido por bandidos a perderem o "direito"de fumar um "baseado" a céu aberto....isso sim é que é respeito à vida humana, não?

Ao invadirem as dependências da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esses alunos (com a covarde postura que lhes é peculiar) cobriram suas caras com panos. Assumiram a mesma postura dos bandidos em rebeliões.

Não têm dignidade esses merdas. Não estão lutando por algo justo. Envergonham os antigos militantes e intelectuais que lhes garantiram o direito do qual abusam nos dias de hoje: antigamente as pessoas não somente mostravam suas caras nas lutas contra o Estado mas, acima de tudo, arriscavam suas vidas para proteção de um bem maior que era a liberdade e o progresso.

E mais: colocaram blocos de concreto na rua em frente para impedir o fluxo de carros, sem ligar para o direito de ir e vir dos outros...

Faixas de pano e cartazes diziam: “Fora Rodas, Fora PM,” “Datena bandido”, “PMídia” e “Os policias não são trabalhadores, são os braços armados dos exploradores”.

Esse é o tipo de gente que compõe nossa futura classe de intelctuais: um bando de inconsequentes.

Afinal, que direito têm os baderneiros que lá estão de invadir as dependências da universidade mesmo após decisão assemblear majoritária em sentido contrário? Um grupo que não respeita a lei, que não respeita decisões majoritárias é extremista e com extremistas não se pode ter diálogo.

Exatamente por isso a PM deveria ser acionada: para garantir os direitos dos que têm direitos, ou seja, dos que querem trabalhar e estudar em paz.

As pessas fazem cada coisa pelo Natal...


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Finados e Halloween: uma coisa só!



De uns tempos para cá, pela influência do cinema e das escolas (sobretudo de idioma inglês) passamos a comemorar no Brasil o Dia das Bruxas no dia 31 de outubro.

De outro lado,  no dia 02 de novembro uma outra data tradicionalmente forte é comemorada por aqui por força da influência católica: o Dia de Finados.

Uma é tida como uma festa aos mortos a moda pagã, a outra é celebrada em respeito e homenagem aos finados a moda cristã.

Halloween, ou simplesmente, Dia das Bruxas remonta aos primórdios da Europa, mais precisamente às tribos celtas e cuja tradição floi inserida nos EUA por força dos imigrantes irlandeses.

A palavra Halloween se origina do inglês antigo “Hallowed” que também deu origem à palavra "holly" (santo) acrescida do sufixo “e’en” (noite), ou seja, significa noite santa, algo como “All Hallows Eve” ( noite de todos os santos). Para os druidas (sacerdotes celtas na antiga França, Irlanda e Inglaterra), a noite de 31 de outubro era a comemoração da vinda da deusa Samhain aos homens, juntamente com os espíritos dos mortos. Os celtas acreditavam que era preciso agradar esses espíritos, caso contrário eles poderiam trazer desgraças à humanidade.

Até o século IX d.C., a Igreja Católica comemorava o Dia de Todos os Santos no mês de maio. Contudo, o papa Gregório III, no ano de 835, procurando evitar conflitos religiosos entre católicos e os povos celtas, autorizou a celebração do “dia de Samhain” e transferiu a data do calendário católico para o 1º dia do mês de novembro. 

Outra tentativa de conciliação entre as festividades pagãs e as cristãs foi quando os católicos edificaram o Panteão romano (templo destinado para a adoração politeísta) em igreja cristã. Os ritos religiosos cristãos aos santos eram cultuados um dia depois ao dos deuses pagãos. 

Até hoje o calendário das datas comemorativas conserva esta origem histórica e religiosa.
As duas deixaram de ser vistas como co-relacionadas quando, na Idade Medieval, o cristianismo passou a perseguir os pagãos e seus cultos.

A Santa Inquisição rotulou de bruxos todas as pessoas que praticassem rituais pagãos, troturou e matou inúmeras pessoas e institucionalizou o Dia de Finados em 2 de novembro para abolir as festividades de Samhaim.

Bom feriado!

sábado, 29 de outubro de 2011

O futuro incerto de um planeta repleto de homens

Li na EXAME.COM uma matéria sobre o futuro do mundo que, teoricamente, caminharia para um alarmante cenário em que a desproporção entre homens e mulheres seria tamanhamente grande a ponto de aumentar a poliandria (uma mulher com vários maridos) e fomentar o turismo sexual.

Claro que os mais alarmistas falam em cenários catastróficos, semelhantes aos dos filmes MAD MAX e nos quais a depredação sexual, a violência e os conflitos seriam regra.

E isso deixa espaço para a xenofobia: afinal cita que analistas políticos já chegaram a escrever que os países asiáticos majoritariamente povoados por homens representavam uma ameaça para o Ocidente.

Segundo eles, "as sociedades com forte relação homens-mulheres só podem ser governadas por regimes autoritários capazes de suprimir a violência em seu próprio país e de exportá-la para o exterior por meio da colonização ou a guerra" (é ou era assim nos EUA, Inglaterra, França, Alemanha e outros tantos países que fomentam e fomentaram as guerras nesses anos todos?).

 Baseados em estatísticas os estudiosos afirma que nascem entre 104 e 106 meninos para cada 100 meninas. Já na Índia e no Vietnã, a cifra é de cerca de 112 meninos por 100 meninas, enquanto que na China a proporção se eleva a quase 120 por 100, quando não é de 130 meninos por 100 meninas em algumas regiões. Na mesma toada seguem o Azerbaijão, a Geórgia, a Armênia, a Sérvia e a Bósnia, países nos quais a relação entre os nascimentos é de mais de 115 meninos por 100 meninas

Agora, me parece que a preocupação acima está exacerbada por alguns motivos a ssaber:
a) em diversos cantos do planeta existem mais mulheres que homens, como no Brasil, por exemplo, em que há entre 4 e 5 milhões a mais de mulheres;
b) em todo o mundo morrem mais homens que mulheres, isso porque homens se arriscam mais que as mulheres, seja no trânsito, sejam em brigas, seja em guerra, seja em esportes e por aí vai, de modo que boa parte desse excedente mundial vai morrer em maior número que as mulheres;
c)  há um número substancial de homens homossexuais;
d) fatores religiosos como celibato (budistas, cristãos e etc...).

Pior seria se algum especialista dissesse que no futuro as mulheres seriam todas chinesas: já pensou? 
Com o tanto de mulher feia que tem naquele país o futuro seria sombrio....rsrsrs

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Música para chorar: Hallelujah



Now I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you
To a kitchen chair
She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Baby I've been here before
I know this room and I've walked this floor
I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the marble arch
But love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Well maybe there's a god above
But all I've ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

*Baby I've been here before
I know this room and I've walked this floor
I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the marble arch
But love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Well there was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show that to me do you
But remember when I moved in you
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

I've done my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I learned to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though
It all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah*

Obs: Essa parte da versão original foi suprimida!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Relação homoafetiva: casamento aprovado pelo STJ

Em decisão aclamada por pessoas favoráveis à paridade da união estável em relação homoafetiva ao casamento, o  Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou nesta terça-feira o casamento civil entre duas mulheres gaúchas que vivem juntas há cinco.

A decisão não foi unânime, mas por 4x1 a Quarta Turma do Tribunal em questão abriu um sério e precioso precedente para que casais do mesmo sexo casem como casam os heterossexuais.

"Se é verdade que o casamento civil melhor protege a família e sendo múltiplos os arranjos familiares, não há de se discriminar qualquer família que dele optar, uma vez que as famílias constituídas por casais homossexuais possuem o mesmo núcleo axiológico das famílias formadas por casais heterossexuais", foi assim que muito acertadamente o ministro Luís Felipe Salomão proferiu seu voto!

Mais um passo nomarcante no sentido de buscar fazer valer um dos objetivos de nossa nação e que está bem estampado no artigo 3o de nossa Constituição Federal : 

"Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

Alcool: droga lícita mas fatal!

Há tempos eu discuto com amigos sobre a ignorância da sociedade quanto às drogas.

É justamente essa ignorância que leva a uma diabólica incoerência: socialmente não toleramos e até punimos quem faz uso de substâncias menos perigosas mas aceitamos e até estimulamos o uso de outras extremamente nocivas e não raramente fatais.

O mundo conheceu a ascensão e queda de uma diva da música britânica: Amy Winehouse.

Ela era uma dependente química declarada e sua relação com os narcóticos ajudou a turbinar sua carreira: em suas músicas do último album o tema central era justamente esse.
A moça tinha 27 anos quando morreu e usava drogas desde a puberdade. Usou de tudo: maconha, cocaína, crack, heroína, LSD e....ALCOOL!

Quando a diva morreu todo o mundo estava certo de que a fato foi causado por abuso de drogas, mas seus familiares e namorado esclareceram que ela "estava longe das drogas" há dois ou três anos.
 
Estava limpa!
Então, a jovem talentosa morreu de que?
 
Ontem a necrópsia esclareceu que ela sofreu uma "morte acidental" após consumir uma quantidade de álcool mais de cinco vezes superior à taxa permitida para dirigir na Inglaterra.

Segundo o site do canal "E!", um policial que foi chamado ao apartamento de Amy no dia da morte da cantora, em 23 de julho, teria encontrado em seu quarto três garrafas vazias de vodca (duas grandes e uma pequena).

Curiosamente, os exames toxicológicos complementares realizados em agosto revelaram a presença de álcool, "mas não de drogas", segundo foi divulgado!

Agora, eu pergunto: e alcool não é droga?

É justamente esse o erro que a sociedade comete frequentemente, o de não encarar alcool como droga. Os familiares da Amy disseram que ela estava afastada das drogas mas consumia alcool e foi justamente ele que matou a moça.

Isso é importante que se saiba, que se entenda, que se foque: vamos continuar numa campanha cega contra diversas drogas menos nocivas mas vamos deixar o alcool rolando solto por aí, como se fosse algo inócuo, enquanto ele continua a ceifar vidas e mais vidas?

Acho que o assunto merece uma reflexão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Natal






Que bom é brincar no quintal
Que bom é comer um mingau
Que bom é ir a são Nicolau
Que bom é mergulhar em Nassau
Que bom que se aproxima o Natal


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Maconha e o mito da porta de entrada


Desde menino que ouço pessoas usarem a palavra "maconheiro" para fazerem referência aos baderneiros e adolescentes infratores. Desde menino que sempre ouço algum desavisado dizendo (ao avistar alguém com ímpeto de agressividade): "Esse cara cheirou muita maconha!"(sic). Desde garoto que vejo pais afirmando que é preciso ter cuidado com aqueles caras estranhos, mal intencionados, que vendem drogas disfarçadas de doces nas portas das escolas. E desde criança que ouço dizer que o esporte livre da droga e que a maconha é a porta de entrada para outras drogas.

Mal sabem essas pessoas que alguém que tenha fumado maconha não faz baderna e que fumar um baseado não conduz alguém a ser batedor de carteira. 

Por que? Porque o efeito da droga em questão é de relaxar, não de excitar. O usuário de maconha fica num estado de torpor e de alegria que o máximo que ele faz com ênfase é rir (pelo efeito psicotrópico) e comer (por conta da larica). Nada de agressividade. Aliás, não se cheira maconha, se fuma!

De outro lado, quem oferece maconha e outras drogas para os rapazes são, maciçamente, seus próprios amigos. Quase sempre gente que conhece a família do cara, gente de confiança. São os "camaradas gente boa"que apresentam a droga.

E dizer que quem pratica esporte não usa droga é de uma inocência sem tamanho...

A população brasileira é ignorante em relação a essa droga e isso é uma tristeza. E os políticos, que deveriam promover o esclarecimento da população em geral, são uns debilóides.

Para quebrar o mito de que a maconha é a porta de entrada para outras drogas é que se divulgou um estudo científico bem interessante que não só nega o fato como, ainda, indica o alcool como possível porta de entrada e o reconhece como mais danoso, mais nocivo e mais viciante do que a marijuana!

Há tempos que alguns países usam a cannabis para tratamento de pessoas com glaucoma e nem por isso os doentes ficam viciados.

A maconha vem sendo usada em pesquisas de campo no auxílio a dependentes de crack e cocaína (relaxa e diminuí o estresse decorrente da síndrome de abstinência)  e como coadjuvante no tratamento de pessoas com câncer (aumenta a fome e tem efeito analgésico).

Os doentes de câncer se tornam viciados? Não!

E os viciados em crack e cocaína? Vejam só: 68% dos viciados em crack conseguiram abandonar a adição química graças au auxílio da maconha e, posteriormente, por conta própria, deixaram de utilizar a tal. Dizem que o número de pessoas que largam a cocaína é da ordem de 70%. E desse número 90% largaria também o uso da maconha.

Não se trata de defender o uso da maconha. Não se trata de fazer apologia ao uso da droga. Se trata, apenas, de buscar entender o mundo ao nosso redor para dele extrair o melhor para o progresso da humanidade.


Na verdade, melhor seria não haver drogas. Mas se elas existem, dcevemos entendê-las.

Segue o link: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/o_mito_da_porta_de_entrada.html

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Exemplo de diversidade


A partir do próximo mês, a folha de pagamento e o registro de presença da transexual professora da rede estadual de Uberlândia (556 quilômetros de Belo Horizonte), Sayonara Nogueira, 37 anos, virão com o nome social e não mais com o de registro, Marcos Nogueira. A nomeação foi feita pelo governador Antônio Anastasia no sábado (22), por meio da criação de ações contra o preconceito a homossexuais.

Os órgãos do Estado, a partir de agora, devem chamar travestis e transexuais pelo nome social. Na prática, o nome social será adotado em documentos de identificação funcional, comunicações internas do governo do Estado e durante os atendimentos em hospitais, delegacias, escolas e qualquer outro órgão público.

Nogueira é professora de geografia em duas escolas estaduais da cidade mineira e foi a primeira transexual do Estado a ser nomeada. “Para nós essa é uma grande conquista, pois serei chamada pelo meu nome social. Isso faz com que me sinta ainda mais respeitada”, disse. Para ela, a medida mostra que os transexuais podem ocupar diversos espaços na sociedade. “Muita gente acha que travestis e transexuais estão relacionados à prostituição e nós estamos mostrando que não é bem assim”, disse.

Ela conta que trabalha com alunos que tem entre 11 e 16 anos e nunca sofreu preconceito por parte deles e dos pais, porém com colegas de trabalho sim. No ano passado, ela precisou acionar a Coordenação Especial de Políticas de Diversidade Sexual do Estado para que uma inspetora pudesse chamá-la por Sayonara. “Ela me chamava de Marcos na frente dos meus alunos e todos me conhecem por Sayonara. Me deixava constrangida. Fizemos um acordo e ela passou a me respeitar”, disse.

Além de Nogueira, Walquíria La Roche, que trabalha na secretaria de Desenvolvimento Social e é coordenadora Especial de Políticas de Diversidade Sexual também foi nomeada. A resolução é conjunta e envolve as secretarias estaduais de Planejamento, Orçamento e Gestão, além da de Desenvolvimento Social. Ela não prevê punições para quem violar o novo regulamento.

Link da matéria do uol: