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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Azulejo: etimologia da palavra

mostra de azulejo português
Outro dia eu ouvi uma explicação muito difundida para a origem da palavra "azulejo": derivaria da cor azul utilizada nos revestimentos cerâmicos da corte portuguesa.

Eu sabia que a explicação estava errada, apenas não tive paciência para corrigir e, sendo mais franco, também não detinha de cor os detalhes da etimologia dessa palavra.

Hoje eu ouvi essa explicação novamente e não me contive. Corrigi.

E como esse erro é comum, postarei aqui a explicação tida como correta: o azulejo é um termo cuja raiz etimológica é árabe e vem da palavra azzelij (ou al zuleycha, al zulaco) que significa "pequena pedra polida".

Foram os mouros que trouxeram para a península Ibérica a prática e o uso da cerâmica introduzindo esse vocábulo (com as variações locais ) do modo como se perpetua até os tempos modernos.

mostra de azulejo persa
Como se vê, não há nenhuma relação com a palavra "azul".

A origem das técnicas de corte e fabricação de azulejos é oriental e o mundo árabe já fazia uso desse revestimento cerâmico desde o século IX, sendo que a prática de uso de azulejos na arquitetura remonta a longínquas tradições orientais, assírias, persas, egípcias e chinesas.

Apenas lá pelos séculos XV e XVI se deu as primeiras tentativas ocidentais de emprego da cerâmica - escultórica e azulejera - na decoração e valorização da arquitetura exterior, quebrando, com desenhos e cores, a monotonia das fachadas de tijolos dos palácios e templos religiosos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

24 de Agosto de 1.954

Há 56 anos morria Getúlio Vargas, então presidente do Brasil.

Dizem que foi suicidio: deu um tiro no próprio coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal.

Mas isso não nos importa mais! O que importa é que com ele ficou para trás uma época de idéias e ideais. Uma época de sonho, crença e ingenuidade. Uma época em que a propaganda política não trazia Netinhos da vida, não trazia KLB´s da vida, não trazia costureiros em decadência, palhaços e gente grotesca, sem cultura e sem preparo para a vida pública.

Parece que ali começou o enterro de um Brasil com ênfase na educação do povo pela coletividade e pelo amor ao país como meio para construir um país de futuro!