quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Educar

Educação é algo complicado. Em tese, pais e professores se esforçam para construirem seres humanos que individualmente e em grupo correspondam ao que deles se espera em uma dada sociedade.

Acreditamos sempre que a instrução sobre valores e princípios, o conhecimento das coisas "certas" e "erradas" da vida aliadas à educação científica garantirá a construção de melhores pessoas, gente com sucesso e por aí vai.

Mas será que essa é uma receita verdadeira?

Lendo sobre a vida de ícones das artes, da ciência, da política e até mesmo da fé noto que, não raramente, tais pessoas não foram santas, não seguiram a retidão da virtude que nos é pregada e tampouco foram seres conformados ao padrão social e comportamental que deles se esperava.

Santo Agostinho, Nietzsche, Mozart, Martin Luther King, J. F. Kennedy, Malcom X, J.K. e Simone de Beauvoir são exemplos de pessoas cujo brilhantismo seguiu junto com comportamentos que, em geral, não são compatíveis com o que deles se esperava e, nem mesmo, com o que nos educam.

Esta semana vi o filme: THE RUNNAWAYS.

Conta a história da primeira banda de punk-rock feminina criada, nos anos 70, por Joan Jett e que tinha como vocalista a linda Cherie Currie. As meninas de idade entre 15 e 16 anos, com cara de anjo e comportamento nem tanto, foram um explosivo sucesso e - mesmo aos trancos e barrancos - alçaram o estrelato e a satisfação pessoal, além de serem cultuadas e inspirarem outras diversas bandas mundo a fora. 

Deixaram um legado que nem sempre os comportados conseguem deixar.

Não se trata de questionar se a educação tradicional está certa ou errada. Tampouco se trata a estimular comportamentos transgressores, imorais, ilícitos ou subversivos.

Trata-se de constantar que merecem refelexões nossos conceitos sobre sucesso e sobre as, assim chamadas, virtudes.




3 comentários:

  1. Educar sempre foi complicado, mas na atualidade tem se tornado um desafio ainda maior.
    Com tanta informação, mudança de costumes e valores, o modelo de educação tem se mostrado "imperfeito".
    Abraços

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  2. Geralmente o mundo eu evolui quando as pessoas param de seguir as regras de comportamento mantidas há tempos. Educar é mais do que reproduzir a "moral" e os "bons costumes". às vezes, eu tenho sérias dúvidas sobre se agente educa alguém, ando pensando que cada um educa a si mesmo, e tanto professores quanto pais, só podem dar estímulos.

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  3. Mayara, tenho tido a mesma impressão.

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